sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Tá em SP? Então se liga nas orientações

Devido às características de grande metrópole que São Paulo apresenta, o trânsito apresenta-se geralmente intenso em horários de pico (em que, geralmente, a população está a caminho do trabalho ou voltando dele). Para controlar o excesso de veículos, foi instituída a chamada Operação Horário de Pico, conhecida comumente como Rodízio.

Aplicada a automóveis e caminhões, a operação consiste em um sistema de revezamento de acordo com o final da placa e dia da semana, no qual os veículos não podem circular nas ruas e avenidas internas ao chamado mini-anel viário, das 7h às 10h e das 17h às 20h. Veja as restrições correspondentes a cada dia aqui.

Acompanhe o trânsito na cidade: www.cetsp.com.br
Carteira de habilitação para estrangeiros

Estrangeiros que desejam dirigir em São Paulo poderão conduzir por até 180 dias a partir da entrada no país. Para isso, o condutor deve ser habilitado em um dos países signatários da Convenção de Viena ou que adote a reciprocidade com o Brasil. É necessário que porte a Carteira de Habilitação do país de origem (respeitando sua data de validade), acompanhada de documento de identificação pessoal. Caso ultrapasse os 180 dias, deve ser requerida a emissão da Carteira Nacional de Habilitação brasileira, para a qual são necessários os seguintes documentos:

- Carteira de Habilitação do país de origem (original e cópia) dentro do prazo de validade, com tradução juramentada para países com idioma diferente de português;
- Documento de identificação pessoal (original e cópia);
- Cadastro de Pessoa Física ou Registro Nacional de Estrangeiro (original e cópia);
- Passaporte (original e cópia);
- Comprovante de endereço (original e cópia).

Procedimento:

- Preencher o agendamento on-line e imprimir o protocolo;
- Comparecer à Ciretran no horário agendado com os documentos;
- Realizar a coleta biométrica na unidade da Ciretran;
- Realizar o exame médico em uma clínica credenciada;
- Realizar a avaliação psicológica em uma clínica credenciada;
- Comparecer à mesma unidade da Ciretran com os resultados das avaliações e todos os documentos;
- Pagar a taxa da solicitação e apresentar o comprovante de pagamento.

O Detran informa todos os endereços das clínicas credenciadas, separadas por zonas da capital, para realizar o exame médico. Mais informações e detalhes: www.detran.sp.gov.br
Regras de Estacionamento

O estacionamento de veículos na rua é permitido somente em locais indicados. Há locais onde é permitido somente com o preenchimento do cartão de Zona Azul. O formulário é vendido por folha ou por talão em casas lotéricas e bancas de jornal. Cada folha de Zona Azul pode ser usada por somente o período de uma hora. Procure comprar os talões nos revendedores autorizados, que cobram o preço oficial. Encontre o revendedor autorizado mais próximo de você no site da Companhia de Engenharia de Tráfego.
Uso de celular ao dirigir

O uso de celular enquanto dirige é proibido e passível de multa.
Consumo de bebidas alcoólicas

Desde o dia 20 de junho de 2008, conforme Lei Federal nº 11.705/08, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista que tiver ingerido qualquer bebida alcoólica e for flagrado dirigindo poderá perder a habilitação, pagar multa e ser detido. A lei estabelece que o limite é de 2 decigramas de álcool por litro de sangue.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Muita calma nessa hora

Por que os motoristas tem raiva no trânsito? O primeiro registro de atitudes descabidas ao volante vai completar 65 anos no dia 30 de junho, o famoso desenho criado pelos Estúdios Disney, disponível neste link, que mostra o pacato Mr. Walker (pedestre), vivido pelo personagem Pateta, se transformar no odioso Mr. Wheeler (motorista) assim que dá a partida no motor de seu carro. De lá para cá, parece que nada mudou, ou melhor, mudou sim, os motoristas estão cada vez mais irritados e agressivos no trânsito.

Uma pesquisa de doutorado feito com 923 condutores pela Universidade de Brasília em parceria com as Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros aponta que 67,2% dos motoristas admitem já ter agredido outras pessoas, ainda que verbalmente, no caos do tráfego. Outros 84% assumem ter cometido os mais variados erros ao volante. Além disso, a chance de uma pessoa infartar até duas horas após um episódio de raiva intensa aumentava 8,5 vezes em relação a um episódio de raiva “normal”, segundo o estudo Triggering of acute coronary occlusion by episodes of anger publicado no periódico científico European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care.

A resposta para tantas ações de irritabilidade é simples, no trânsito todos são obrigados a conviver com uma porção de pessoas desconhecidas, com pensamentos, hábitos e ideias distintas, ou seja, todos estão inseridos, no mesmo local e são sabem aceitar atitudes diferentes daquelas que julgam correta. Claro, existem leis, existe o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que está aí para fazer valer a mesma regra para todos, mas sabe-se que na prática isso não funciona. Motoristas aceleram no sinal amarelo para dar tempo de passar, é uma tal de buzina para todo lado, fechadas no trânsito? Muito comum, parar na faixa de pedestre, esquecer-se de ligar a seta, a lista é grande, bem grande. E como conviver com tudo isso? Ora motoristas, conviver em sociedade, sem dúvida é muito difícil, imagine se o stress tomar conta de tudo o que acontecer durante os trajetos diários?

O primeiro passo começa sempre em conhecer todas as regras que regem o trânsito, depois educação e bom senso são importantes para uma boa convivência. Por último adotar uma cultura de paz pode transformar os trajetos mais prazerosos e incitar muito menos raiva no trânsito.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Acha ruim o trânsito no Brasil?, então vai pra China

Depois de ler este artigo vai, com certeza, deixar de se zangar com o trânsito que apanha quando regressa a casa. Este é provavelmente o maior engarrafamento de que há registo.

O trânsito é uma das maiores dores de cabeça dos habitantes das grandes cidades. Quando se sai do trabalho, quando se regressa das férias no último dia de agosto e se chega à ponte 25 de abril, quando chove ou quando há um acidente. Estas situações podem levar qualquer um quase ao desespero. Mas, depois de ver este vídeo, até vai agradecer.

Agradecer por não estar na China. Mais concretamente por não estar na enorme estrada G4 que liga Pequim, Hong Kong e Macau. Pelo menos no fim das celebrações do Dia Nacional, que marca a Revolução na República Popular da China, em 1949.

Este ano, segundo o Independent, esperava-se que cerca de 750 milhões de pessoas viajassem para as celebrações. E essa situação, juntamente com a construção de uma nova portagem na autoestrada, proporcionaram este gigantesco engarrafamento.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ponto Cego, evite

Você ajusta corretamente os retrovisores? Sabia que esses espelhos ajudam a evitar acidentes? Isso acontece porque eles diminuem o “ponto cego”, ou seja, a área sem visibilidade em torno do veículo.

Em uma avenida movimentada, com grande circulação de motocicletas pelos chamados corredores, regular o retrovisor de forma adequada pode diminuir as chances de que ocorra um acidente.

E, para fazer isso, é preciso que, primeiro, você se posicione corretamente no banco do motorista – com os pés alcançando os pedais, os punhos chegando à parte superior do volante ficando levemente flexionados e as costas retas. Feito isso, o retrovisor interno deve ser ajustado de forma que o motorista consiga visualizar a maior parte do vidro traseiro e da via. Mas atenção: o alcance da visibilidade vai depender também da altura do veículo. Se o carro for muito alto, por exemplo, o condutor não conseguirá enxergar se há crianças pequenas atrás. Por isso, é sempre importante olhar em volta antes de entrar no veículo. Já os retrovisores externos devem ser regulados para mostrar mais da via e menos do carro.

Verifique se os seus retrovisores estão regulados e não se esqueça de sempre sinalizar as suas intenções antes de realizá-las, usando as setas. Você é o responsável pela sua segurança!

domingo, 7 de junho de 2015

Maus condutores e acidentes

Em 2013, quase 10% dos acidentes em rodovias federais aconteceram em apenas 1,47% da malha de 68 mil quilômetros de rodovias espalhada pelo país. Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), essas ocorrências se dividem por cem trechos de estrada, que somam aproximadamente mil quilômetros de extensão. Ao todo, foram 50.145 acidentes, com 838 mortos e 20.307 feridos nesses locais durante o ano passado.

O trecho de rodovia campeão de acidentes está entre os quilômetros 200 e 210 da Translitorânea (BR-101), em Santa Catarina, que foi concedido à Autopista Litoral Sul em 2008. Outro ponto crítico está entre os quilômetros 490 e 500 da Fernão Dias (BR-381), na altura de Betim, em Minas Gerais.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes destaca que os dados da PRF apontam que menos de 2% dos acidentes acontecem por problemas na rodovia. De fato, o principal vilão é o motorista. Mais de 90% dos acidentes fatais acontecem por excesso de velocidade, falta de atenção, ultrapassagens proibidas, entre outros erros na condução do veículo. “Mesmo quando as estradas são ruins, a culpa em última instância é de quem dirige”, afirma José Aurélio Ramalho, diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária.

Para Ramalho, a formação dos condutores de veículos no Brasil é falha, limitando-se ao ensino apenas para conseguirem aprovação nas provas de habilitação. “Na prática, o sujeito decora um monte de placas de sinalização, mas não sabe o que fazer diante da situação indicada na placa”, diz. “Desse modo, concedemos o direito de conduzir um veículo a milhares de pessoas despreparadas e depois tentamos corrigir a situação com ações pontuais.”

domingo, 19 de abril de 2015

Quantidade de indenizações do Seguro DPVAT representa 99,2% da capacidade de todos os estádios da Copa!

Estudo da Seguradora Líder-DPVAT em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária aponta que a quantidade de pessoas indenizadas pelo Seguro DPVAT em 2013 – mortos, inválidos e feridos por acidentes de trânsito – seria capaz de lotar 99,2% da capacidade de todos os doze estádios para a Copa do Mundo juntos. A ocupação total dos estádios é de 639.133 lugares, enquanto a Seguradora pagou 633.845 indenizações no último ano. Em 2012, a “taxa de ocupação” era de 77%.

Os dados revelam a grande quantidade de pessoas que estão morrendo ou ficando inválidas permanentemente em razão dos acidentes de trânsito. O Movimento Maio Amarelo terminou com a missão cumprida de conseguir chamar atenção para os números alarmantes da violência no trânsito. Agora, é preciso que o Brasil tenha um conjunto de ações integradas para combater o problema e impedir que faça novas vítimas, a maioria delas entre 18 e 34 anos.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Economizando o combustível do seu veículo

Economizar no consumo de combustível é uma questão que traz não só benefícios econômicos, mas, também, ambientais, gerando melhoria da qualidade de vida. Para otimizar o uso deste recurso não é preciso fazer mudanças no automóvel, apenas conhecer bem a sua rotina e mudar alguns hábitos.

Por exemplo, acelerar e frear bruscamente, além de ser um perigo para o condutor, é uma prática que não contribui para a economia de combustível. O correto é acelerar gradativamente e frear com calma, o que exige maior atenção do motorista.

Em 1991, o Governo Federal lançou o Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (CONPET) para promover o desenvolvimento de uma cultura antidesperdício no uso dos recursos naturais não renováveis no Brasil. Por meio deste programa, lançou uma cartilha que dá dicas de economia de combustível para os condutores.

Entre as orientações estão o planejamento do itinerário, que ajuda a evitar vias congestionadas e voltas desnecessárias, e também manter o motor do carro sempre regulado. Confira mais algumas dicas:

– Mantenha sempre os pneus calibrados, a direção alinhada e as rodas balanceadas. Estudos indicam que pneus mal calibrados podem elevar em até 10% o nível de combustível;

– Verifique sempre os cabos, velas e demais componentes do sistema de ignição, mantendo-os em boas condições. Uma boa ignição melhora o desempenho do veículo e ajuda a poupar combustível;

– Não carregue peso desnecessário, nem sobrecarregue o carro. Isso força o motor e aumenta o consumo. Para cada 50kg de peso extra, o consumo pode aumentar 1%.

– Verifique periodicamente os freios. Eles podem estar presos e, consequentemente, você estará desperdiçando combustível. É também uma questão de segurança.

No site do CONPET, há mais dicas sobre economia de combustível: http://www.conpet.gov.br/portal/conpet/pt_br/pagina-inicial.shtml

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Acidentes com ciclomotores são uma preocupação para o país

O Brasil possui uma grande frota de motocicletas, mas, o que muitos não sabem, é que em vários municípios brasileiros, para pilotar um ciclomotor, não é necessário registro ou licenciamento. Este é um problema que contribui diretamente para o aumento do número de acidentes envolvendo esse tipo de veículo, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

Um ciclomotor é um veículo de duas ou três rodas que possui um motor de combustão interna, que não passa de 50 cilindradas e não excede a velocidade de 50 km/h. Conhecido popularmente como “cinquentinha”, é um veículo econômico e, também, barato, uma vez que o proprietário não precisa pagar as taxas de regulamentação nos municípios que não contam com lei específica para ciclomotores, o que contribui para um aumento do número deste tipo de transporte nas ruas.

A falta de controle abre espaço para que uma série de irregularidades ocorram: condutores alcoolizados ou sem CNH ou até mesmo crianças conduzindo as “cinquentinhas”. O resultado disso é um número alarmante de acidentes envolvendo este veículo. De acordo com matéria publicada no Jornal do Commercio, em 2013, pelo menos 20 crianças menores de 13 anos morreram em acidentes com as cinquentinhas no Estado de Pernambuco, segundo levantamento do Comitê de Prevenção aos Acidentes de Moto em Pernambuco (Cepam). “É uma epidemia”, alerta o coordenador-executivo da entidade, o médico João Veiga. “Fizemos a contabilidade até o último dia do ano, no IML, mas podia haver pessoas internadas e esse número ser maior.”

Em alguns municípios, principalmente nas capitais, há um movimento para que os ciclomotores sejam regularizados e que, dessa forma, veículo e proprietário passem a seguir todas as exigências da legislação nacional de trânsito, estando sujeitos a todas as penalidades administrativas e financeiras. Isso obrigaria que, pelo menos, todos os condutores tivessem a CNH e fossem maiores de 18 anos.

Em Natal (RN), por exemplo, foi publicado este mês no Diário Oficial do Estado, um convênio entre o Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN) e a Prefeitura do município que obriga o registro e o emplacamento dos novos veículos ciclomotores adquiridos por proprietários residentes na capital.

A paz no trânsito é uma questão de educação e conscientização, por isso é importante que todos os agentes envolvidos no trânsito busquem soluções para diminuir o número de óbitos e acidentes com sequelas nas ruas e estradas brasileiras. É preciso envolver a população, alertar para os riscos e buscar, cada vez mais, a valorização da vida. Faça a sua parte!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Celular + Direção = Acidente

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir falando ao celular é considerado uma infração média, equivalente a jogar lixo na rua ou andar com o braço para fora da janela. Em entrevista para o site Portal do Trânsito, o diretor-geral do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) do Ministério da Saúde, João Antônio Matheus Guimarães, alerta que o uso do celular, no entanto, é a atividade mais perigosa, pois diminui os reflexos do motorista.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, checar o celular toda hora aumenta em 400% o risco de acidente. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia realizou uma enquete no Rio de Janeiro e em São Paulo que atestou que 84% dos motoristas têm o hábito de dirigir e falar ao celular, embora todos estejam conscientes de que esse é um comportamento perigoso.

Usar fone de ouvido ou dispositivos de alto falante no carro são igualmente prejudiciais, de acordo com alguns especialistas, pois também tiram parte da atenção do motorista. A lei que considera usar celular ao volante uma infração de gravidade média é de 1995, quando os celulares no Brasil eram pouco mais de 4 milhões. Hoje, chegam a 265 milhões.

Para os pedestres também há risco de acidentes associados ao uso do celular. A distração pode fazer com que atravessem sem olhar para os dois lados e não estejam atentos se o sinal está vermelho para os carros, aumentando o risco de atropelamentos.

A responsabilidade pela segurança no trânsito deve ser de todos. Motoristas e pedestres devem colocar a sua segurança sempre em primeiro lugar. O ideal é que, caso o uso do aparelho celular seja urgente, o motorista encoste o carro e o pedestre pare em algum lugar seguro na calçada, realize a atividade e, depois, siga o seu caminho com atenção.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Curiosidades sobre o Trânsito no Mundo

Em 13 de setembro de 1899, morreu em Nova York o primeiro homem vítima de acidente de veículo.

Em 30 de julho de 1893, na cidade de Salvador -Ba, foi inaugurado o Hospital Santa Izabel. Os transporte dos doentes do antigo Hospital para o novo, foi realizado em bondes especiais (de tração animal), emprestado pela empresa que fazia o transporte de passageiros na cidade. A distância era próxima a 5 km.

Em 1904, existiam no mundo aproximadamente 55.000 veículos.

Em 1908 foi adotada a primeira legislação referente ao licenciamento de condutores de veículo em Rhod Island

O primeiro acidente de trânsito no Brasil foi obra do poeta Olavo Bilac, em 1897, no Rio de Janeiro, ele chocou-se em uma árvore.

O grego Homero (VIII a.c.) e Leonardo da Vinci (1452-1519), chegaram a descrever o carro, mas somente em 1769 o francês Nicolas-Joseph Carnot fez o triciclo com o motor a vapor do escocês James Watt.

O Império Romano em meados do primeiro século antes de Cristo, já lidava com o congestionamento do tráfego em Roma, no qual, uma das primeiras medidas de Júlio César, foi banir o tráfego de “rodas”, durante o dia, no centro de Roma. Mais tarde, foi limitado o nº de carruagens que poderiam entrar na cidade.

Antigamente, nas cidades de Pompéia e Roma, os pedestres já eram objetos de preocupação e cuidado. As ruas da Roma antiga eram feitas de pedras assentadas uma ao lado da outra. A travessia de pedestres era feita por blocos de pedra quadrados colocados sobre a rua, um sim, um não para que as rodas das carroças e bigas passassem entre os vãos. A “faixa de pedestres”romana tinha como objetivos: a segurança, a facilidade de travessia e também a redução forçada da velocidade das carroças. Tudo isso para adaptar o ambiente ao pedestre e não ao carro.

No livro de Jô Soares,”O Homem que matou Getúlio Vargas”, em determinado trecho, fala sobre a utilização de táxis para o transporte de soldados franceses para o front da batalha durante a 1ª guerra mundial. Na verdade, foram encomendados pelo governo Francês, 1.200 veículos a fábrica Renault ,que entregou o pedido com o modelo Renault AG 8 cv de 2 cilindros, que transportaram 5.000 soldados. Os táxis ficaram conhecidos como os “Taxi de Marne”.

A primeira estrada macadamizada do continente surgiu em a 23 de julho de 1861 com a rodovia União Indústria (ligava os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais), com 144 km de extensão, sendo 96 km no estado do Rio de Janeiro e 48 km em Minas Gerais

Uma pessoa atropelada a uma velocidade de 60Km/h equivale a uma queda do 11º andar de um prédio, a 80Km/h do 20º andar e se for a 120Km/h como se fosse do 45º andar.

O primeiro Código de Trânsito do Brasil, foi o Decreto -Lei nº 3.671 de 25 de setembro de 1941, mas de maneira esparsa, algumas Leis já tratavam do trânsito desde 1910, como Decreto nº 8.324 de 27 de outubro daquele ano, que cuidava do serviço subvencionado de transporte por automóveis.

O norte-americano Irv Gordon completou dois milhões de milhas em um automóvel Volvo, durante as comemorações dos 75 anos da marca sueca. O livro dos recordes registrou a proeza. O morador de Long Island e professor aposentado de ciências alcançou um feito que nenhum outro indivíduo realizou nos mais de 100 anos do automóvel: dirigir dois milhões de milhas (cerca de 3,240 milhões de quilômetros) com o mesmo veículo.

Para marcar a ocasião, Gordon dirigiu seu Volvo P1800 1966 vermelho brilhante através do coração da cidade de Nova York, na Broadway, descendo a Rua 44 em Times Square, onde era o convidado de honra de um evento da Volvo Car América do Norte.

Gordon comprou seu P1800 em 30 de junho de 1966, numa revenda da vizinhança, por US$ 4.150. As longas viagens de trabalho de Gordon (125 milhas diárias ou 200 km) e sua paixão para dirigir fizeram-no registrar suas primeiras 250 mil milhas (400.500 km) em menos de 10 anos. Em outubro de 1987, Gordon comemorou sua milhonésima milha dirigindo até o Central Park de Nova York. Alguns meses depois, se aposentou e dirigir tornou-se seu passatempo

O carro dois dias após a compra, retornou para a primeira revisão, pois no final de semana, Irv rodou 2.000 Km e “apenas” com 960.000 Km o motor foi retificado.

Aconteceu na cidade finlandesa de Raahe. Um senhor de 71 anos, que passeava de bicicleta, morreu atropelado numa estrada por um caminhão na quarta-feira 6. Duas horas depois, ocorreu outro atropelamento, na mesma estrada e apenas a um quilômetro e meio do local do primeiro acidente. A segunda vítima também estava andando de bicicleta, também foi atropelada por um caminhão e também morreu. Detalhe: os dois atropelados eram irmãos gêmeos.

O seguro de um veículo como o Jeep Grand Cherokee ou om Toyota Hilux, equivale em alguns Estados, como Rio e São Paulo, ao valor de um Ford Ka, impressionante.

Em 3 de novembro de 1982, um caminhão-tanque com combustível, explodiu dentro de um túnel, no Afeganistão, matando cerca de 1100 pessoas.

A Letônia é o País com a maior taxa de mortalidade em acidentes rodoviários com 34,7 mortes para cada 100 mil habitantes.

A rodovia que apresenta o tráfego mais intenso, com 331 mil veículos por dia, é a Interstate 405 (San Diego Freeway) na Califórnia. Pelo trecho de 1,5 Km, circulam 25.500 veículos no horário de pico.

Aconteceu em 1903 a primeira viagem de automóvel entre as cidades de São Francisco e Nova York. Levou exatos 52 dias.

O limite de grama de álcool/ litro de sangue tolerado para motoristas em alguns países

0,8 – Áustria, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Irlanda e Itália
0,6 – BRASIL
0,5 – Bélgica, Finlândia, França, Grécia, Holanda e Portugal
0,2 – Suécia
0 – Japão

Você conhece as abreviaturas do nome do seu carro? veja alguns.

Ford CLX- Confort Luxe Extra
GLX- Grand Luxe Extra

XL- Extra Luxe

RS- Racing Sport

XLT- Extra Luxe Total
GM CD- Confort Diamond
GL- Grand Luxe

GLS- Grand Luxe Special

DLX- De Luxe
VW CL- Confort Luxe
MI- Multipoint Injection

TSI- Turismo Sport Injection

GTI- Gran Turismo Injecion

O que significa…

As logomarcas dos fabricantes de veículos:

Os nomes dos modelos de veículos:

Fiesta – Festa Bora – Nome de vento
Monza – Circuito de corrida, na Itália Kadett – Cadete em alemão
Mustang – Raça de cavalo Omega – Letra do alfabeto grego
Apolo – Deus grego Del Rey – Do rei, real
Marajó – Ilha no norte do Brasil. Significa pinga em alguns lugares Corcel – Raça de cavalo
Maverick – Touro selvagem Ipanema – Rio sujo em língua indígena
Passat – Nome de vento Palio – Nome de um jogo medieval na Itália

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Brasil: um acidente a cada 30 segundos; duas indenizações a cada minuto

Os números preocupam:  40.610 mortes em acidentes de trânsito no Brasil em 2010, segundo o Ministério da Saúde, número quase 7,5% maior que o registrado em 2009. De acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), entre 2002 e 2010, o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. Com base nesses números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o Brasil como 5º. País do mundo em mortes no trânsito.

Resultados divulgados pela Seguradora Líder, empresa que administra do Seguro DPVAT, mostram que as estatísticas oficiais de acidentes trarão resultados também preocupantes em 2011. O total de indenizações pagas entre janeiro e setembro superou a casa dos R$ 1,6 bilhão. O número de vítimas indenizadas aumentou aproximadamente 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

Acerca desses números, o especialista em direito de seguros Antonio Penteado Mendonça comentou em artigo publicado recentemente no Estado de S. Paulo:

“Se as indenizações pagas representassem o total das mortes no trânsito, teríamos praticamente 150 mortes por dia, ou 6,25 mortes por hora. Além disso, teríamos diariamente 596 pessoas inválidas, ou quase 25 vítimas por hora. Só que a realidade é pior porque nem todos reclamam o seguro. São números apavorantes, em primeiro lugar pela constatação de que o trânsito brasileiro é um dos principais assassinos do País. Em segundo, porque ele é mais cruel ainda, ao deixar inválidas 107 mil pessoas a cada seis meses. E, em terceiro, mas não menos importante, porque o custo social desse quadro é muito mais caro do que o total das indenizações pagas pelo DPVAT.”

Segundo o especialista, se o trânsito não for encarado como prioridade e receber investimentos, entre eles em educação, os brasileiros continuarão sendo vítimas dos veículos e de seus motoristas.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A Europa e o Trânsito — Uma história de sucesso

No ano 2020, segundo dados da OMS e do Banco Mundial, o número de mortos em decorrência de acidentes de trânsito poderá superar as vítimas de aids e de derrame cerebral
globoesporte.globo.com
Jean Todt, desde 1993 chefe da Escuderia Ferrari que com Michael Schumacher marcou época e atual presidente da FIA, em entrevista à revista alemã “ADAC Motorwelt” de outubro comenta: “No ano de 2009  morreram no mundo 1,3 milhão de pessoas em acidente de trânsito e 90% destas vítimas morreram nos países do Terceiro Mundo. Caso não tomarmos medidas, esta cifra poderá aumentar a 2 milhões até o ano de 2020.”

Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Banco Mundial, além dos mortos deverão ser contabilizados mais 50 milhões de feridos anuais e já há prognósticos de que até o ano de 2020 o número de mortos no trânsito poderá superar as vítimas da aids e do derrame cerebral juntos. Ambas as afirmações, a de Jean Todt e a da OMS, são alarmantes.

Apesar das vicissitudes com as quais a Europa se confronta, este Continente mesmo assim tem histórias de sucesso que merecem ser discutidas, comentadas e divulgadas. Uma destas é a obstinação com a qual países europeus trataram e seguem tratando de   melhorar a segurança viária. Nesta área a maioria dos 27 países da Comunidade Europeia tem feito progressos dignos de registro. Mesmo países como Portugal e Grécia que, antes de se filiarem à CE em 1986, eram lamentáveis campeões mundias em estatísticas de mortos também  fizeram, desde então, enormes progressos. Na Alemanha começou-se a registar as estatísticas de acidentes no trânsito já no ano de 1957. Outros países seguiram o exemplo nos anos subsequentes. A tabela a seguir mostra o desenvolvimento em  alguns países da CE. As cifras  dos países europeus não incluídos nesta tabela são, sem excessão, decrescentes.


O total de pessoas mortas no trânsito em 15 países da CE em 1980 foi de 63.644. Em 2008 esta cifra baixou para  25.427, o que corresponde a um decréscimo de 60% no período de 28 anos.  Por razões práticas partimos do ano de 1980 pois alguns países somente começaram com a coleta de dados no fim da década de 70 e os dados de outros, antes desta data, não são confiáveis. 

A Alemanha, por exemplo, no ano de 1980 registrou 15.050 mortos. Naquele ano  havia no país 27,1 milhões de veículos em circulação.  Em 2008 o número de veíiculos em circulação cresceu para 49,3 milhões de unidades, mas foram registrados “apenas” 4.477 mortos. Em outras palavras, aumentou consideravelmente o número de veículos em circulação e aumentou o número de acidentes, mas decresceu o número de mortos. Eis os números da Alemanha:


(Nos países do Terceiro Mundo este desenvolvimento é inverso: quanto mais veículos, tanto mais mortos).

Felizmente este desenvolvimento satisfatório não é somente um desenvolvimento da Comunidade Europeia. Outros países não europeus também registram números decrescentes. Vejamos alguns exemplos:


Uma comparação internacional de acidentes com mortes por 100 mil habitantes revela índices  mais convincentes:


A média da Europa 27 (CE) é de  7,9; na África este índice é de 28,3 e nos países ao leste do Mediterrâneo 26,3, o que confirma as observações de Todt .

Fenômeno interessante pôde ser registrado na Alemanha que, desde o ínício dos registros no ano de 1957, sofreu uma excessão em sua estatística decrescente: logo após a Reunificação em 1990  houve um crescimento tanto em número de acidentes como em número de mortes conforme mostra o gráfico seguinte:


O maior aumento em número de vítimas registrou-se exatamente no ano seguinte à Reunificação, isto é, de 1990 a 1991 conforme mostra a tabela acima. Mas já no ano 2000 este número baixou para índices antes da Reunificação. O aumento registrado a partir do ano de 1991 deve-se ao fato de que, de uma dia para outro, houve maior número de automóveis em circulação  e houve mais acidentes. Além disso as estradas na  Alemanha Comunista estavam em péssimas condições e os veículos, do ponto de vista técnico, com um deplorável atraso de mais de meio século.

São vários os fatores que contribuíram para a redução de vítimas na Europa: em 1974 foi introduzido na Alemanha o uso obrigatório do cinto de segurança e só esta medida reduziu em um terço os acidentes fatais (e ainda há motoristas que se negam a usá-lo) e diminuíiram sensivelmente os acidentes com ferimentos graves. Graças à eletrônica foram introduzidos novos dispositivos de segurança que tornaram os veículos mais seguros. Os países europeus investiram enormes somas em construção e melhoramento de rodovias. Muitas montadoras e entidades particulares oferecem cursos de direção segura e as autoridades responsáveis não poupam esforços em campanhas e esclarecimento públicos. Os resultados são visíveis mas, mesmo com tal progresso, os esforços continuam.

Apesar dos melhoramentos técnicos introduzidos na construção automobilística o condutor continua sendo a “peça” mais importante e ao mesmo tempo a “peça” mais fraca do automóvel. Estudos realizados em vários países da Europa revelam que em 99% dos acidentes a falha é humana, ou seja, do condutor. Vale, portanto, mudar o condutor, ou melhor, o seu comportamento. Mas, como sabemos, é esta a “peça” mais difícil de mudar. Isto não é um problema europeu. É universal.

**(Os dados citados nesta matéria são do Bundesantalt für Strassenwesen, uma autarquia alemã ligada ao Ministério dos Transportes. Para o leitor que quiser se aprofundar as informações estão disponíveis em alemão e inglês. Site: www.bast.de).

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Normas Para a Galera das Motos

RESPEITO AOS SINAIS DE TRÂNSITO
      Semáforo Vermelho
      Linha de PARE
      Aviso de PARE

PRFERÊNCIAS DO PEDESTRE
      Não obstrua a faixa de pedestre.
      Lembre-se que o passeio é de uso exclusivo dos pedestres.
      Senhor motociclista! Esta situação é muito comum, fique alerta, no mínimo uma criança pode aparecer de surpresa.
      Não transite nas ciclovias nem nos passeios.

USO EM VIAS E CURVAS
      Evite transitar na linha contínua e tracejada.
      Também tão pouco conduza sua motocicleta entre dois veículos, nem sequer quando estes estão parados.
      Não transite em forma paralela com outra ou outras motocicletas.
      Mantenha-se fora dos pontos cegos. Ao corta um veículo, ultrapasse o ponto cego o mais rápido possível.
      Se vai fazer uma curva em um cruzamento, Realize a manobra respeitando a preferência dos outros veículos e pedestres.

EM INTERSEÇÕES
      Nos cruzamentos o motociclista assegurar-se ser visto pelos outros condutores poder ver o que está acontecendo em todas as vias convergentes.
      Nas interseções diminua a velocidade e não confie por estar transitando em uma via preferencial.

EM CRUZAMENTOS DE LINHA FÉRREA


    Normas de segurança.

NORMAS TÉCNICAS PARA FAZER UMA CURVA
      O Motociclista deve utilizar o lado direito da estrada quando há uma curva a direita.
      Se a curva é para esquerda, deve-se utilizar o lado esquerdo da pista direita.
      Nunca ultrapasse outro veículo em uma curva ou onde há pouca visibilidade.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

LEIS DE TRÂNSITO: REFORMAS SÃO NECESSÁRIAS

A decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça, por 5 votos a 4, entendeu que a prova de embriagues, para efeito de punição sob a égide da legislação de trânsito, somente pode ser comprovada mediante testes de bafômetro ou exame sanguíneo.

Contudo, observado o sistema no qual convivemos com o caos no trânsito, a penúria de recursos para modernizar a malha rodoviária e a atitude exclusiva e incondicional das autoridades, na aplicação das multas, necessário se torna afirmar que reiteradamente estamos diante de situação pendular.

Com efeito, mostramo-nos acomodados ao situacionismo da impunidade, ou procuramos mediante a legislação, a qual, como já sabemos, não se cumpre, permitir formas punitivas acentuadas contra os delinquentes que agem no trânsito.

Na realidade, necessitamos de uma reforma do Código de Trânsito para que a autoridade, em sentido amplo, o Estado, cumpra o seu papel, haja vista que falta fiscalização, as estradas estão em situação, na maioria dos casos degradantes, e bilhões arrecadados com multa não são reaplicados na melhoria da malha viária.

Todos sabemos, e não é novidade alguma, que os delinquentes de trânsito, agindo com culpa grave ou dolo eventual, jamais serão segregados, em virtude de antecedentes e de bons argumentos respondendo em liberdade, ainda que tenham praticado homicídios, ou deixado pessoas inválidas, mormente pelo estado de embriaguez evidenciado.

Nos países desenvolvidos começam a ser fabricados veículos que inibem a partida e acionamento do motor, quando o motorista está embriagado, além do que nas modernas cidades de primeiro mundo, bares, restaurantes e pubs realizam o teste com o cliente, ao deixar o estabelecimento, e, constatando que seu estado, a impossibilitar a condução do veículo, obrigatoriamente fornecem condução, de tal modo que não pode aquela determinada pessoa se auto conduzir.

O nosso legislador é ao mesmo tempo contraditório e paradoxal, tanto é verdade que na votação da lei geral da copa, a matéria relativa ao uso de bebida alcoólica nos estádios fora relegada para competência estadual, o que somente demonstra forte pressão do poder das empresas fornecedoras e distribuidoras e a possibilidade de um conflito que arranha ainda mais a imagem do país no exterior.

Ao mesmo tempo em que se pratica forte campanha publicitária relativamente à bebida alcoólica, principalmente cerveja, também o Estado precisa regulamentar esta questão e ser coerente no sentido do controle e fiscalização dos motoristas mais desavisados.

Resta patente, pois, que a decisão do STJ pulveriza a eficácia da lei seca, fazendo entrar água, por todos os cantos, o que aumenta ainda mais a preocupação em relação à imunidade e as circunstâncias dos motoristas embriagados.

A frota brasileira de veículos, na última década, cresceu assustadoramente, não apenas nas grandes capitais, mas também em múltiplas regiões, sem falar ainda nas motocicletas que convivem diariamente com os automotores, além de bicicletas, sem que a autoridade do trânsito consiga disciplinar de maneira harmônica o conflito entre todos.

A mera ingestão de bebida alcoólica, como referenciado pelo Ministro do STF Luiz Fux apresenta total incoerência com aquele que pretende dirigir, sendo delito que coloca em perigo e risco a coletividade, daí porque a necessidade maior de controle e fiscalização.

Estamos bastante atrasados em relação aos países de primeiro mundo, no que concerne aos instrumentos normativos, as consequências práticas da direção perigosa e aquela proveniente do estado de embriaguez.

Não é sem razão que, ano após ano, tem havido uma explosão do pagamento do seguro obrigatório, diante do aumento do número de mortes e casos de invalidez provocados no trânsito indisciplinado do país.

É preciso descortinar política pública na qual o Estado não persiga única e exclusivamente seu interesse de arrecadar impostos com a venda de carros, motos e veículos pesados, criando-se alternativas, tais como o transporte ferroviário, meios coletivos e outros que reduzam a individualidade do cidadão, reduzindo, também, a poluição ambiental.

Definitivamente, o atraso mais do que secular em relação aos meios de transporte é fator preponderante para o aumento da violência e da impunidade no trânsito, o que somente faz aumentar a responsabilidade preventiva e repressiva do Estado no combate às suas falhas estruturais ao longo do período de implantação da indústria automobilística e do modelo do Código de Trânsito absolutamente divorciado da realidade do país.

Conclui-se, pois, que a reforma da legislação é apenas um passo que precisa vir acompanhado da conscientização e educação da população, vítima de um modelo nefasto que objetiva transferir para o indivíduo toda a responsabilidade da inércia e da omissão estatais. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

IDENTIFICANDO RISCOS PARA GARANTIR A SEGURANÇA

Como identificar Riscos para garantir mais segurança?
O maior objetivo desta cartilha é dar orientações para que, numa situação de acidente, você possa tomar providências que:
1. Evitem agravamento do acidente, com novas colisões, atropelamentos ou incêndios;
2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões agravadas por uma demora no socorro ou uma remoção mal feita.
Sempre, além das providências já vistas (como acionar o socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situação), você deve também observar os itens complementares de segurança, tendo em mente as seguintes questões:
• Eu estou seguro?
• Minha família e os passageiros de meu veículo estão seguros?
• As vítimas estão seguras?
• Outras pessoas podem se ferir?
• O acidente pode tomar maiores proporções?
Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em cada acidente, agindo rapidamente para evitá-los.

sábado, 18 de maio de 2013

SINALIZAR PARA GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS

Como Sinalizar? Como garantir a segurança de todos?

Você já viu que as diversas ações num acidente de trânsito podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Enquanto uma pessoa telefona, outra sinaliza o local e assim por diante. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer a sinalização e garantir a segurança no local.

A importância de Sinalizar o local
Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso, esteja certo de que situações de perigo vão ocorrer (novos acidentes ou atropelamentos), se você demorar muito ou não sinalizar o local de forma adequada. Algumas regras são fundamentais para você fazer a sinalização do acidente:
- Inicie a sinalização em um ponto em que os motoristas ainda não possam ver o acidente
- Não adianta ver o acidente quando já não há tempo suficiente para parar ou diminuir a velocidade. No caso de vias de fluxo rápido, com veículos ou obstáculos na pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles percebam o acidente. Assim, vai dar tempo para reduzir a velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então não se esqueça que a sinalização deve começar antes do  local do acidente ser visível.
- Nem é preciso dizer que a sinalização deverá ser feita  antes da visualização nos dois sentidos (ida e volta) nos casos em que o acidente interferir no tráfego das duas mãos de direção Demarque todo o desvio do tráfego até o acidente Não é só a sinalização que deve se iniciar bem antes do acidente. É necessário que todo o trecho, do início da sinalização até o acidente, seja demarcado, indicando quando houver desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma completa, faça o melhor que puder, aguardando as equipes de socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios.
- Mantenha o tráfego fluindo Outro objetivo importante na sinalização é manter a fluidez do tráfego, isto é, apesar do afunilamento provocado pelo acidente, deve sempre ser mantida uma via segura para os veículos passarem.
- Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente, pode provocar novas colisões. Além disso, não se esqueça que, com o trânsito parado, as viaturas de socorro vão demorar mais a chegar.

Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes providências:
• Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o tráfego fluir;
• Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para cuidarem da fluidez;
• Não permita que curiosos parem na via destinada ao tráfego.

Sinalize no local do acidente
Ao passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e querem ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até parando. Para evitar isso, alguém deverá ficar sinalizando no local do acidente, para manter o tráfego fluindo e garantir a segurança.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Você pode melhorar o Socorro, pelo telefone

Você pode melhorar o Socorro, pelo telefone

Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do chamado de socorro vão fazer  algumas perguntas para você. São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar um socorro mais adequado e eficiente. Dentro do possível, ao chamar o socorro, tenha as respostas para as perguntas:
• Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropelamento, etc.);
• Gravidade aparente do acidente;
• Nome da rua e número próximo;
• Número aproximado de vítimas envolvidas;
• Pessoas presas nas ferragens;
• Vazamento de combustível ou produtos químicos;
• Ônibus ou caminhões envolvidos.

domingo, 9 de setembro de 2012

E como Controlar a Situação?

E como Controlar a Situação?

Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações?
Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é demais.
Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial, ou qualquer profissional acostumado a lidar com este tipo de emergência.
Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e comece as ações. Com calma você vai identificar o que é preciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua cabeça que:
• A ação inicial define todo o desenvolvimento do atendimento;
• Você precisa identificar os riscos para definir as ações;
Nem todo mundo está preparado para assumir a liderança após um acidente. Este pode ser o seu caso, mas numa emergência, você poderá ter que tomar a frente. Siga as recomendações adiante, para que todos trabalhem de forma organizada e eficiente, diminuindo o impacto do acidente:
• Mostre decisão e firmeza nas suas ações;
• Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que estiverem próximos;
• Distribua tarefas às pessoas, ou
• Forme equipes para executar as tarefas;
• Não perca tempo discutindo;
• Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados do acidente, às pessoas que estejam mais desequilibradas ou contestadoras;
• Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
• Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação realizada.

sábado, 16 de junho de 2012

Vamos manter a Calma?

Vamos manter
a Calma?

Você já viu que manter a Calma é a primeira atitude que você deve tomar no caso de um acidente.
Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é muito difícil ter atitudes racionais e coerentes
na situação: o susto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico no caso de vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas reações sejam intempestivas, mal pensadas. Mas tenha cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam agravando a situação.
Por isso, é fundamental que, antes de agir, você recobre rapidamente a sua lucidez, reorganize seus pensamentos e se mantenha calmo.
Mas, como é que se faz para ficar calmo após um acidente?
Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental que você siga o seguinte roteiro:
1) Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por impulso;
2) Respire profundamente, algumas vezes;
3) Veja se você sofreu ferimentos;
4) Avalie a gravidade geral do acidente;
5) Conforte os ocupantes do seu veículo;
6) Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar a situação e agir.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O que eu devo fazer primeiro? E depois?

O que eu devo
fazer primeiro? E depois?

É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por isso, só se pode falar na melhor forma de socorro, quando se sabe quais as suas características.
Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma curva, por exemplo), vítimas presas nas ferragens, a presença de cargas tóxicas etc, tudo isso interfere na forma do socorro.
Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se você estiver ferido.
Mas a seqüência das ações a serem
realizadas vai sempre ser a mesma:
1) manter a calma;
2) garantir a segurança;
3) pedir socorro;
4) controlar a situação;
5) verificar a situação das vítimas;
6) realizar algumas ações com as vítimas.
Cada uma dessas ações vai ser detalhada nos próximos posts.
O importante agora é fixar, ter sempre em mente a seqüência delas.
E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que outra tenha sido terminada. Você pode, por exemplo, começar a garantir a segurança, sinalizando o local, parar para pedir socorro e voltar depois a completar a segurança do local.
Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem  evitar que as conseqüências do acidente sejam
ampliadas.